Na última terça-feira (26/05/2026), a Diretora de Educação Profissional e Tecnológica do CEFET-MG, Lilian Aparecida Arão, esteve no Campus Leopoldina.
Lilian conversou com o CEFET News sobre os benefícios que o CEFET-MG receberá ao se tornar uma Universidade Federal, tendo em vista que o Projeto de Lei 5102/2023 — que propõe que os Centros Federais de Educação Tecnológica de Minas Gerais e do Rio de Janeiro se tornem Universidades Tecnológicas Federais —, de autoria do deputado federal Patrus Ananias, recebeu, na última terça-feira (26/05/2026), parecer favorável aprovado pela Comissão de Educação.
Nessa sessão, também foi aprovado o requerimento de urgência para a apreciação da matéria no plenário do Senado.
Uma das questões de maior dúvida em relação ao CEFET-MG vir a se tornar uma Universidade Federal é de que forma isso afetaria os cursos técnicos. Lilian Aparecida Arão fala um pouco sobre isso:
“Eu acho que a gente tem que pensar, essa transformação em universidade vem para melhorar toda a instituição. Porque hoje a gente tá num não lugar, né? A gente não é universidade, mas nós também não somos institutos. Porque a nossa estrutura ao longo dos anos vem se consolidando exatamente para esse projeto de universidade, né? Sermos hoje a maior escola de engenharia de Minas Gerais não é pouca coisa, é fruto de anos de trabalho. Eh, o que afeta o ensino médio, né, a educação técnica, o ensino técnico, é só melhoria mesmo (...). A educação técnica continua, porque esse é o nosso DNA, a gente surgiu assim. (...) Então, é melhora para todo mundo, porque isso significa mais servidores, mais chances de concorrer a bolsas, a editais e recursos. É outro patamar, é um reconhecimento do tamanho que é o CEFET. E a gente tem que comemorar. Porque é uma luta de mais de 20 anos e estamos chegando lá.”
Outra questão que gera dúvida é que, atualmente, no Campus Leopoldina, todos os professores lecionam sob o regime EBTT — Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e, ao se tornar Universidade, as vagas para o Magistério Superior (que, por lei, não atua no ensino médio) aumentarão gradualmente. Sobre como isso afetaria os cursos, Lilian Aparecida Arão fala um pouco sobre o tema:
“Essa pergunta quando se faz sobre o banco de professores de magistério superior, nós tínhamos. Na verdade, a gente vai recuperar o que perdemos. Nós tínhamos um banco de magistério superior e um outro banco de EBTT. Nós perdemos esse banco. Então nós vamos recuperar esse banco. E a organização do trabalho, ela vai ser paulatinamente sendo construída, reconstruída, pensando nisso. Mas nós estamos falando de projeto de mais alguns anos. Porque, mesmo virando universidade, o banco vai chegar, os concursos vão acontecer, mas é claro que eles não, não virão num caminhão de vagas. Porque a gente sabe dos limites das instituições. Então, é claro que nós vamos retomar algo que foi interrompido lá atrás. Não sei se todos sabem, mas se um professor da carreira magistério superior aposenta, hoje a gente sequer consegue um substituto pro lugar dele. Então, é claro que quando a gente recupera esse banco que perdemos, porque nós já tivemos, não é uma novidade, é algo que a gente tinha e perdeu. Então, é claro que essa relação ela vai se equacionar. De quantos na ativa, quantos aposentados, e a gente conseguir repor isso. E tudo, e o que seremos também vai ter a constituinte, que é na verdade os regimentos internos, isso tudo vai ser construído coletivamente.”
Com a aprovação do projeto pela Comissão de Educação do Senado, o CEFET-MG se aproxima de um momento histórico em sua trajetória. Enquanto o projeto segue para votação no plenário do Senado e, posteriormente, para sanção presidencial, a comunidade cefetiana acompanha de perto um processo que pode marcar um novo capítulo nos mais de 100 anos de história da instituição.
Por: Julia Rosatti
28/05/2026, 9:20 ; ents.05